Funcionários do metrô de Madri, na Espanha, realizaram o terceiro dia de greve nesta quarta-feira, provocando caos no setor de transportes da cidade. Houve paralisação total do sistema, e empregados que quiseram trabalhar chegaram a ser agredidos. O sistema metroviário de Madri transporta 2 milhões de passageiros por dia. Os congestionamentos atrapalharam as ruas da capital, com ônibus e trens superlotados, além de grande demanda por táxis.

Os 7.500 trabalhadores protestam contra um corte nos salários de cerca de 5%. O governo tenta cortar gastos com medidas de austeridade para reduzir o déficit público e para tentar melhorar o quadro de 20% de desemprego. Houve protestos por todo o país contra essas políticas. Os protestos são vistos pelas centrais sindicais como um aquecimento para a greve geral de 24 horas convocada para 29 de setembro, contra os cortes nos gastos públicos e a reforma nas leis trabalhistas.

Os funcionários do metrô também decidiram hoje prolongar a greve nas 12 linhas da capital espanhola, incluindo a que vai até o aeroporto de Barajas, em Madri, na quinta-feira e na sexta-feira. Nesses dias, porém, será mantido o índice de 50% de funcionamento dos serviços, como requerido por lei nesse tipo de paralisação. No sábado haverá nova assembleia dos funcionários, que pode resultar em greve geral. Enquanto isso, o governo regional se mobilizava para tomar medidas disciplinares contra 200 empregados que não forneceram o serviço com ao menos 50% de sua capacidade. As informações são da Dow Jones.