O principal grupo de colonos judeus, Conselho Yesha, lançou nesta sexta-feira uma campanha pedindo ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que retome as construções na Cisjordânia quando a moratória terminar, em setembro. A campanha, chamada “Uma promessa é uma promessa”, começa antes de uma reunião entre Netanyahu e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

“Netanyahu viaja para Washington na próxima semana e vai, aparentemente, sofrer pressão no país pela extensão do congelamento (das construções)”, diz um comunicado do grupo. Há meses os Estados Unidos tentam restabelecer as conversações de paz entre Israel e os palestinos, suspensas após o lançamento de uma ofensiva militar israelense contra Gaza em dezembro de 2008.

Os palestinos têm se recusado a realizar negociações diretas com Israel sem um completo congelamento da construção de novas residências em Jerusalém Oriental. Em novembro, Israel impôs uma suspensão de dez meses na construção de assentamentos, mas a medida foi rejeitada pelos palestinos e considerada insuficiente porque não inclui Jerusalém, prédios públicos e projetos já em andamento.

Desde então, os palestinos concordaram com a realização de conversações indiretas que também serão encerradas em setembro. Mas é improvável que elas se tornem negociações diretas, como pedem Israel e os Estados Unidos, sem um congelamento mais amplo das construções. Netanyahu já disse várias vezes que as construções serão retomadas no final deste período e os colonos disseram que seu objetivo é fazer que ele mantenha sua palavra.

“O primeiro-ministro e a grande maioria dos ministros do governo disseram claramente que o congelamento não será estendido”, disse o presidente do Yesha, Danny Dayan. “Ele deu sua palavra e sua credibilidade está em risco”, disse ele. Os participantes da campanha mostram declarações de Netanyahu e seus ministros prometendo a retomada das construções.

“Enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se prepara para sua reunião com o presidente Obama, os cidadãos de Israel lembram seus ministros de governo: uma promessa é uma promessa, uma data é uma data e em 26 de setembro começaremos a construir de novo”, lê-se nas faixas da campanha. As informações são da Dow Jones.