A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu neste domingo que a Armênia e o Azerbaijão encontrem uma solução pacífica para sua prolongada disputa territorial, mas não há sinais visíveis de progresso diplomático.

A disputa corre o risco de piorar para um estado de guerra e provocou problemas diplomáticos para além das fronteiras dos dois países. Clinton, que visitou as duas capitais, pediu aos líderes que ajam rapidamente para resolver o assunto.

“Os passos finais para a paz são geralmente os mais difíceis, mas nós acreditamos que a paz seja possível”, disse ela em entrevista coletiva em Baku, na companhia do ministro de Relações Exteriores do Azerbaijão, Elmar Mammadyarov. Ela rapidamente tomou um voo de uma hora para a Armênia e dirigiu-se ao palácio presidencial em Yerevan para uma reunião e jantar com o presidente Serge Sarkisian.

O Azerbaijão, que faz fronteira com o Irã, tem particular importância estratégica para os EUA. Dezenas de milhares de voos transportando suprimentos de guerra para os EUA e suas forças aliadas no Afeganistão cruzaram o espaço aéreo do Azerbaijão nos últimos nove anos, desde os atentados de 11 de setembro.

Os EUA também mantêm boas relações com a Armênia e tem trabalhado para obter um acordo com este país e a Turquia sobre o estabelecimento de relações diplomáticas formais e a abertura de sua fronteira após um século de inimizade. A Turquia, no entanto, tem se recusado a ratificar o acordo antes que a Armênia retire suas forças militares de Nagorno-Karabakh, um enclave no Azerbaijão que está sob controle das tropas e forças étnicas armênias desde um cessar-fogo de 1994. Os turcos possuem fortes laços culturais e linguísticos com o Azerbaijão.

Sarkisian disse hoje, no entanto, que a disputa de Nagorno-Karabakh é a questão mais importante para seu país, praticamente repetindo palavra por palavra o que o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, havia dito um pouco mais cedo. As informações são da Associated Press.