O presidente da França, François Hollande, reuniu o gabinete nesta terça-feira para aprovar o uso de poderes constitucionais especiais para forçar o avanço de uma contestada reforma trabalhista na Câmara dos Deputados sem a necessidade de um voto dos parlamentares.

A manobra emergencial indica que o líder socialista não tem maioria para votar a lei entre os deputados. Com o uso do artigo 49 da Constituição francesa, o governo pode prescindir de um voto inicial na Assembleia Nacional e mandar um projeto de lei direto para revisão do Senado.

É necessária a aprovação do gabinete para o uso do artigo 49, para que o primeiro-ministro Manuel Valls possa invocar a cláusula constitucional no Parlamento.

A tentativa de Hollande de mudar as leis trabalhistas busca dar mais flexibilidade ao mercado de trabalho, porém a iniciativa enfureceu os sindicatos, com protestos nas ruas de trabalhadores nas últimas semanas, em alguns momentos com violência. O governo recuou de uma versão inicial da lei, o que para líderes empresariais já diminuiu o impacto possível de geração de empregos com essa reforma. Fonte: Dow Jones Newswires.