A organização de defesa e proteção de direitos humanos Human Rights Watch informou hoje que pelo menos 321 civis foram mortos pelo grupo de resistência Lord’s Resistance Army (LRA, na sigla em inglês), em um massacre que ocorreu no final de 2009, no Congo. O LRA é um grupo rebelde da Uganda, que foi expulso do país e hoje circula pelas florestas, na fronteira entre o Congo e a República Centro-Africana.

A pesquisadora sênior sobre África, Anneke Van Woudenberg, classifica o massacre como “um dos piores já cometidos pela LRA nos 23 anos de história sangrenta do grupo”. Segundo a entidade, cerca de 250 pessoas também foram sequestradas, incluindo 80 crianças, entre 17 e 19 de dezembro de 2009, em Makombo, nordeste do Congo. Ainda assim, diz ela, o massacre que atingiu 10 vilarejos do país não foi noticiado.