Existem suspeitas de que o incêndio que arrasou a histórica mansão do governador do Texas (EUA) na manhã deste domingo (8) seja de origem criminosa. O incêndio causou danos que funcionários do Estado do Texas descreveram como "próximos à catástrofe".

"Ninguém estava na mansão de 152 anos na hora do incêndio", disse Robert Black, porta-voz do governador Rick Perry. A mansão passava por uma reforma avaliada em US$ 10 milhões, e Perry e sua esposa, Anita, não estavam vivendo na casa.

"Nós temos algumas provas que indicam que alguém colocou fogo na casa com intenção criminosa", disse o chefe do Corpo de Bombeiros do Texas, Paul Maldonado.

Segundo ele, o governo federal americano enviará uma equipe especial para investigar o incêndio. Ele não disse como o fogo começou ou foi provocado, mas lembrou que existem várias câmeras na mansão que gravam toda a movimentação na casa. O incêndio levou o teto da mansão ao colapso em alguns pontos e enegreceu vários trechos da fachada do prédio, como as colunas de nove metros de altura que ficam na frente do palacete.

"O incêndio beira a catástrofe. O teto ainda não desabou. A estrutura, felizmente, ainda está intacta", disse Allison Castle, a porta-voz do governador Perry.

Black disse que grande parte da decoração interior da mansão foi destruída e não poderá ser restaurada. Por causa da reforma, no entanto, a mobília e os artefatos históricos foram removidos e escaparam do incêndio.

A mansão texana é monumento histórico dos Estados Unidos. Construída em 1856, é a mais antiga residência oficial levantada a oeste do rio Mississippi, de acordo com o grupo Amigos da Mansão do Governador, uma entidade que trabalha para preservar e mostrar a mansão aos turistas.

Perry e sua esposa estavam neste domingo numa viagem à Suécia. Eles deverão regressar ao Texas na terça-feira (10).