Os partidos de oposição da Índia interromperam a sessão no Parlamento nesta terça-feira para exigir a renúncia de dois líderes chave do partido do governo, Bharatiya Janata, por, supostamente, terem ajudado o ex-diretor da Liga Principal do Campeonato Twenty20, de críquete, Lalit Modi, que enfrenta uma investigação por irregularidades e corrupção.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, nega qualquer envolvimento do Ministro de Assuntos Exteriores, Sushma Swaraj e do líder do estado do Rajastão, Vasundhararaje Scindia, no caso. O escândalo é o primeiro a atingir o governo de Modi, desde que chegou ao poder no ano passado.

A Câmara alta do Parlamento foi suspensa sem conduzir nenhuma votação na terça-feira, com o governo rejeitando o pedido de renúncia exigido pelo partidos da oposição.

“Não pode haver renúncia. Se querem discussão, podemos ter”, disse o ministro de Assuntos Parlamentares, Mukhtar Abbas Naqvi.

O comentário enfureceu os parlamentares do Congresso, que juntaram-se ao redor da área proibida aonde senta o presidente do Parlamento e gritaram: “os políticos corruptos devem renunciar, depois nós debatemos!”.

O confronto sobre a questão deve atrasar a votação de propostas cruciais para a agenda econômica de Modi, incluindo um projeto de lei de aquisição de terras e um novo imposto sobre vendas.

O Campeonato Twenty20 de críquete da Liga Principal foi criado em 2008 e logo acusado de corrupção corporativa, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, além de movimentar acordos secretos para esconder os verdadeiros donos dos times.

Lalit Modi foi retirado do cargo de presidente da Liga em 2010 e banido para sempre de ocupar qualquer posição nas confederações de críquete do país.

Ele negou as acusações de corrupção e mudou-se para Londres em 2010 no momento em que as autoridades da Índia lançaram uma investigação contra ele. Fonte: Dow Jones Newswires.