Promotores públicos apresentaram hoje acusações formais de múltiplo homicídio contra o patriarca do clã Ampatuan e mais 195 pessoas, entre elas três filhos do líder e dezenas de policiais e soldados, pelo massacre de 57 pessoas em novembro do ano passado no sul das Filipinas.

Os promotores afirmam que o patriarca Andal Ampatuan e os demais acusados tomaram parte de uma conspiração para emboscar e matar integrantes do clã rival Mangudadatu, assassinados em 23 de novembro no interior da província de Maguidanao.

Entre os 57 mortos estavam 30 jornalistas e assessores que viajavam para cobrir a apresentação de uma candidatura para fazer frente ao clã Ampatuan nas eleições de maio nas Filipinas. Antes do indiciamento de hoje, o único acusado era Andal Ampatuan Junior, filho do patriarca.