Londres e Dharamsala, no norte da Índia, foram palco de protestos contra o domínio da China no Tibet, depois que Pequim decidiu "esmagar de uma vez por todas" qualquer demonstração contrária ao governo chinês. A afirmação foi publicada neste sábado (22) em um jornal do partido comunista da China. Centenas de pessoas marcharam carregando bandeiras tibetanas e pedindo apoio para o Dalai Lama.

Em Londres, a marcha de cerca de 300 pessoas, lideradas por um monge budista tibetano exilado, passou perto da embaixada chinesa. O protesto, organizado pela organização Free Tibet Campaign (Campanha para Libertação do Tibet) teve como objetivo pressionar a China para permitir que organizações como a Cruz Vermelha Internacional e a Organização das Nações Unidas (ONU) possam entrar no Tibet para tratar aqueles que foram feridos pela truculência chinesa registrada na últimas semana.

Segundo o governo de Pequim, desde o início dos confrontos na semana passada, 22 pessoas morreram em Lhasa, capital do Tibet. O governo do Dalai Lama, porém, informa que 99 tibetanos foram mortos, 80 em Lhasa e 19 na província de Gansu. Os protestos começaram em Lhasa no décimo aniversário de um levante sufocado contra o governo chinês, tornaram-se violentos quatro dias depois e levaram a mais protestos de tibetanos em três províncias, tornando-se o levante mais difícil de controlar desde 1959.

Na Índia, cerca de 500 pessoas protestaram pelas ruas de Dharamsala, a terra natal do Dalai Lama, líder espiritual do Tibet. Entre os protestantes, estavam muitos executivos indianos que gritavam slogans como "Continuem lutando, tibetanos" e "Vida Longa ao Dalai Lama". As informações são da Associated Press.