Insurgentes afegãos mataram 16 pessoas no sul do país neste domingo (8) em diversos incidentes. Entre as vítimas, estava um jornalista afegão da BBC, além de 11 policiais, conforme informaram funcionários do governo do Afeganistão.

A BBC informou em comunicado que o jornalista Abdul Samad Rohani havia desaparecido no sábado na cidade de Lashkar Gar, na província de Helmand. Seu corpo foi encontrado neste domingo em um cemitério local. Rohani era cobria a guerra na província de Helmand pela BBC. O editor de notícias mundiais da BBC, Jon Williams, definiu a morte da Rohani como "uma perda terrível".

O grupo fundamentalista islâmico Taleban seqüestrou e assassinou vários jornalistas afegãos nos últimos anos. Entretanto, o porta-voz do grupo, Qari Yousef Ahmadi, disse que o Taleban não está envolvido no assassinato de Rohani. A missão da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu às autoridades afegãs que não deixem impune a morte de Rohani. A missão da ONU alertou para as perigosas condições de trabalho dos jornalistas no Afeganistão.

Já na província de Ghazni, no distrito de Qarabagh, insurgentes islâmicos atacaram a polícia e mataram 11 policiais, informou o vice-governador da província, Kazim Allayar. Ele disse que os insurgentes destruíram pelo menos três veículos da polícia. Não há informações sobre insurgentes mortos.

Na província de Khost, no leste do Afeganistão, militantes emboscaram o líder governamental da região de Qalandar, que foi morto no ataque, bem como três dos seus guarda-costas. A informação partiu do general Mohammed Ayub, chefe de polícia da província. Também neste domingo, em Khost, uma bomba explodiu perto de um escritório da ONU, ferindo duas pessoas.