O corpo de um jornalista afegão que trabalhava para a British Broadcasting Corporation (BBC) foi encontrado no sul do Afeganistão neste domingo (8), com uma ferida de bala na cabeça, enquanto insurgentes afegãos mataram em outros incidentes mais 15 pessoas, incluídos 11 policiais, informaram funcionários do governo do Afeganistão.

A BBC informou em comunicado que o jornalista Abdul Samad Rohani havia desaparecido no sábado na cidade de Lashkar Gar, na província de Helmand. Seu cadáver foi encontrado neste domingo em um cemitério local. Rohani era o repórter da BBC que cobria a guerra na província de Helmand. Ele escrevia na linguagem pashtum, falada em regiões do Paquistão e do Afeganistão, pelo numeroso povo da etnia pashtum. O editor de notícias mundiais da BBC, Jon Williams, definiu a morte da Rohani como "uma perda terrível".

O grupo fundamentalista islâmico Taleban seqüestrou e assassinou vários jornalistas afegãos nos últimos anos, mas o porta-voz do grupo, Qari Yousef Ahmadi, disse que o Taleban não está envolvido no assassinato de Rohani. A missão da Organização das Nações Unidas (ONU) urgiu as autoridades afegãs a não deixarem impune a morte de Rohani. A missão da ONU alertou para as perigosas condições de trabalho dos jornalistas no Afeganistão.

Já na província de Ghazni, no distrito de Qarabagh, insurgentes islâmicos atacaram a polícia e mataram 11 policiais, informou o vice-governador da província, Kazim Allayar. Ele disse que os insurgentes destruíram pelo menos três veículos da polícia. Não há informações sobre insurgentes mortos.

Na província de Khost, no leste do Afeganistão, militantes emboscaram o líder governamental da região de Qalandar, que foi morto no ataque, bem como três dos seus guarda-costas. A informação partiu do general Mohammed Ayub, chefe de polícia da província. Também neste domingo, em Khost, uma bomba explodiu perto de um escritório da ONU e feriu duas pessoas.