O Irã admitiu hoje, por meio de dois integrantes do governo, que entrega ajuda militar aos palestinos na faixa de Gaza, especialmente na construção dos mísseis que foram disparados nos últimos dias em direção a Israel.

O Estado hebraico acusa Teerã de contribuir com os palestinos e outros grupos islâmicos, como os libaneses do Hizbollah, para ações contrárias aos israelenses e a judeus. A República Islâmica não reconhece Israel e seus líderes incentivam a desaparição do Estado, chamado de “entidade sionista”.

Em entrevista à agência de notícias Isna, o comandante do Exército iraniano, Mohammed Ali Jafari, disse que o país fornece ajuda técnica e tecnológica a todos os muçulmanos “que lutam conta a arrogância mundial”, em referência a EUA e Israel.

Ele afirmou que, para vencer o embargo à faixa de Gaza, Teerã ensinou aos palestinos como deveriam fazer os foguetes, fornecendo-lhes a tecnologia. Desse modo, os integrantes do Hamas e da Jihad Islâmica puderam fabricar até o míssil Fajr-5, com alcance de 80 km.

 ajuda foi confirmada pelo presidente do Parlamento, Ali Larijani, que concedeu uma entrevista à agência de notícias Fars, controlada pelos militares. “Temos orgulho de defender o povo palestino e o Hamas, (…) temos orgulho que nossa ajuda tenha sido financeira e militar”.

O Presidente do Parlamento não informou em que consiste a ajuda militar. Teerã nunca fez mistério sobre sua contribuição material e financeira ao Hamas e à Jihad Islâmica palestina, que lutam contra Israel, mas sempre evitou expor ao mundo a ajuda militar.

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Ontem, o chefe da Jihad islâmica, Ramadan Abdullah Challah, reconheceu o uso de armas iranianas, mas sem dar detalhes sobre o tipo de armamento nem como foram entregues.
O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, criticou por sua vez “os governos dos países islâmicos, principalmente árabes”, que “não tiveram a atitude correta diante dos eventos em Gaza, alguns se contentando com poucas palavras e outros nem sequer condenando” os bombardeios israelenses.

“Os países islâmicos, principalmente os árabes, deveriam ajudar a população oprimida de Gaza quebrando o bloqueio desse território” por Israel, afirmou.

O aiatolá Khamenei ainda condenou Estados Unidos, Reino Unido e França por não criticar Israel. “Apoiando e encorajando esses criminosos, eles mostraram como os inimigos do Islã estão afastados de qualquer pingo de humanidade”, completou o líder supremo iraniano.