O governo iraniano deu início hoje ao julgamento de mais 25 ativistas e oposicionistas que protestaram contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, considerada fraudulenta. Entre os réus está um adolescente judeu acusado de ter se envolvido nas manifestações que tomaram as ruas após ao disputado pleito que elegeu Ahmadinejad, em junho.

O presidente vem tentando mostrar que os manifestantes que tomaram as ruas do país são agentes inimigos que estão buscando minar o sistema islâmico do governo iraniano. Os ativistas e aqueles que apoiaram os oposicionistas são acusados de conspiração contra o País, segundo informações da agência de notícias estatal.

Durante o julgamento, as autoridades mostraram imagens dos ataques feitos pelos manifestantes a propriedades públicas, carros e mesquitas. No começo deste mês, o Irã já havia realizado dois julgamentos para mais de 100 reformistas políticos e ativistas acusados de conspirar contra o sistema islâmico durante os protestos que tiveram início em 12 de junho.