A demanda iraniana por gasolina continua alta, apesar de um racionamento cada vez mais rigoroso, disse hoje um oficial iraniano do alto escalão da área de petróleo.

O diretor-geral para distribuição de produtos do Ministério do Petróleo, Farid Ameri, informou que o consumo de gasolina não mudou este ano, apesar de um corte de 20% no racionamento do combustível desde dezembro.

“Para compensar a falta, precisamos importar 22 milhões de litros de gasolina e 9 milhões de litros de querosene por dia”, disse ele, no site do Ministério do Petróleo.

As declarações mostram os desafios que o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad tem que enfrentar: controlar os custos crescentes com o combustível; arcar com as sanções dos EUA por seu suposto apoio ao terrorismo; e a ameaça de novas sanções internacionais por causa de seu programa nuclear.

O Irã tem a segunda maior reserva de petróleo bruto do mundo, mas é deficiente na área de refino.

As importações de gasolina e uma política de subsídios também têm causado um grande impacto no orçamento do governo, que recebe aproximadamente 80% da sua receita da venda de petróleo.

O parlamento iraniano já aprovou um projeto de lei que visa acabar com os subsídios e distribuir este dinheiro para a população necessitada. As informações são da Associated Press.