Uma comissão governamental israelense aprovou nesta quinta-feira (24) a construção de um novo assentamento judaico na Cisjordânia, informou uma fonte no Ministério da Defesa de Israel. A iminente construção do assentamento de Maskiot enfureceu dirigentes palestinos, segundo os quais a aprovação representa um golpe contra os esforços de paz.

Com a aprovação, resta somente a assinatura do ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, que teria sinalizado recentemente a intenção de aprovar o plano dentro de algumas semanas, comentou a fonte. O funcionário do Ministério da Defesa conversou sob condição de anonimato porque o anúncio formal ainda foi feito.

O assentamento deverá ser construído em uma área do Vale do Rio Jordão próxima da fronteira entre Israel e Jordânia. Israel anunciou originalmente a construção de Maskiot em 2006, mas congelou o plano em meio a críticas por parte da comunidade internacional. No início deste ano, porém, nove famílias israelenses instalaram trailers na região.

O negociador palestino Saed Erekat acusou Israel de minar os esforços de paz patrocinados pelos Estados Unidos. Os palestinos reivindicam a Cisjordânia como parte de seu futuro Estado independente. “Isso destrói a perspectiva de uma solução com dois Estados”, criticou Erekat. “Espero que os americanos façam os israelenses revogarem essa decisão.

A Embaixada dos Estados Unidos em Tel-Aviv não se pronunciou sobre o desdobramento. Mas em junho, durante visita à região, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, advertiu que a construção de assentamentos por parte de Israel “tem o potencial de prejudicar as negociações”.

No fim de 2007, quando as negociações de paz foram retomadas depois de um hiato de sete anos, Israel comprometeu-se a não construir novos assentamentos na Cisjordânia. Questionado sobre o assunto, o porta-voz do governo israelense, Mark Reguev, assegurou que “Israel cumprirá sua palavra” e observou que Barak ainda não aprovou formalmente a construção.