Aeronaves militares israelenses atingiram alvos na Faixa de Gaza, enquanto militantes palestinos lançaram uma série de foguetes no território do país, nesta sexta-feira. No dia anterior, militantes realizaram o mais mortífero ataque contra israelenses em três anos, aumentando a tensão regional.

Homens armados aparentemente saídos de Gaza cruzaram a fronteira e realizam os ataques no sul israelense, perto da fronteira egípcia. A emboscada contra veículos civis deixou oito mortos – seis civis e dois membros das forças de segurança que haviam ido reagir ao ataque.

O ataque é um sinal de alerta para Israel em sua fronteira com a Península do Sinai. A área era tranquila sob o governo de Hosni Mubarak no Egito, porém o líder foi deposto em fevereiro e a área está mais instável, sob o controle de tribos beduínas.

O novo pico de violência ameaça atrapalhar os laços já frágeis entre Israel e Egito, além de piorar o conflito entre Israel e o Hamas em Gaza. O grupo militante muçulmano palestino controla essa região, enquanto o grupo laico Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, controla a Cisjordânia.

Nesta sexta-feira, militantes em Gaza lançaram pelo menos 10 foguetes em Israel, segundo militares israelenses. Um deles caiu perto de uma sinagoga na cidade portuária de Ashdod e feriu seis israelenses.

O principal porta-voz militar de Israel, brigadeiro Yoav Mordechai, disse nesta sexta-feira que era “muito cedo” para dizer se uma ampla escalada em Gaza era iminente. Segundo ele, a reação israelense será proporcional à do Hamas no caso.

As forças israelenses reagiram horas após o ataque da quinta-feira, com uma ação aérea em Gaza que matou cinco membros do grupo palestino que segundo Israel estava por trás do ataque, uma organização conhecida como Comitês de Resistência Popular. Entre os mortos estava o líder do grupo. Um porta-voz, Abu Mujahid, disse que nem confirmaria nem negaria a participação do grupo no ataque dentro de Israel, porém afirmou que militantes se vingariam pelas mortes em Gaza.

O Hamas, que controla Gaza, negou qualquer vínculo com os ataques. A reação israelense continuou por toda a noite e pela manhã de sexta-feira em Gaza, atacando túneis usados para contrabando e locais usados por atiradores, segundo militares israelenses. O Hamas afirmou que duas crianças, com 3 e 13 anos, foram mortas nessas ações de Israel. As informações são da Associated Press.