O ministro das Relações Exteriores do Sudão, Ali Ahmad Karti, acusou Israel de ter promovido o ataque aéreo realizado contra um carro no litoral do país, no qual duas pessoas morreram.

“Nós dispomos de indícios segundo os quais o ataque foi realizado por Israel. Temos certeza absoluta disso”, afirmou Karti em entrevista coletiva concedida em Cartum, a capital sudanesa.

Embora o governo de Israel não tenha se pronunciado sobre o ataque, a própria mídia israelense apontava para o envolvimento do país no episódio. “FDI (sigla para Forças de Defesa de Israel) promove ataque no Sudão”, apontava o jornal Yediot Aharonot em sua primeira página. “Os aviões viajaram pelo Mar Vermelho e assassinaram homens procurados na África”, segundo o periódico.

Em entrevista à Associated Press, o analista em defesa israelense Alon Ben-David opinou que, se o ataque foi realmente promovido por Israel, o mais provável é que as pessoas atacadas fossem traficantes de armas que abastecem o braço armado do grupo islâmico Hamas na Faixa de Gaza.

O chanceler sudanês afirmou desconhecer o motivo do ataque aéreo atribuído a Israel, ocorrido na cidade de Porto Sudão, e qualificou o episódio como uma “flagrante agressão israelense”.

Segundo a agência de notícias Centro de Mídia do Sudão, Cartum pretende levar o assunto ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Esta não é a primeira vez que o Estado judeu é acusado de invadir o espaço aéreo sudanês e disparar mísseis.

Em 2009, um comboio de veículos que transportava armas pelo Sudão foi alvo de um ataque aéreo. Dezenas de pessoas morreram. Acredita-se que Israel tenha realizado o bombardeio e que o alvo seria alguma carga de armamentos destinada a milicianos palestinos. Israel, no entanto, jamais confirmou nem negou envolvimento. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.