A polícia de Israel limitou o acesso de palestinos ao complexo da mesquita de Al-Aqsa – o terceiro local mais sagrado do Islã em Jerusalém – temendo a eclosão de protestos violentos contra o bloqueio israelense da Faixa de Gaza. O porta-voz policial Micky Rosenfeld disse que homens menores de 40 anos foram proibidos de participar das orações muçulmanas no local, na murada Cidade Velha, e reforços foram enviados para garantir a segurança.

"É parte de nossas precauções em vista dos eventos em Gaza esta semana", explicou o chefe de polícia de Jerusalém, Aharon Franco. A medida também foi motivada pelo assassinato ontem de um policial por desconhecidos no campo de refugiados palestinos de Shuafat, nos arredores de Jerusalém. Uma policial também ficou ferida no incidente.

Também ontem, dois jovens palestinos armados com facas e uma pistola invadiram o assentamento judaico de Kfar Etzion, na Cisjordânia, numa aparente tentativa de seqüestrar seminaristas judeus. Os palestinos esfaquearam três estudantes e foram mortos a tiros por instrutores judeus.

Na cidade de Ramallah, Cisjordânia, policiais palestinos tomaram as ruas a fim de impedir a realização de protestos contra a situação em Gaza. "Qualquer um que queira expressar sua opinião em manifestações deve obter permissão das forças de segurança a fim de evitar qualquer confronto violento", adiantou o ministro do Exterior palestino, Riad Malki.