Policiais e soldados israelenses retiraram centenas de colonos judeus que ocupavam um antigo mercado palestino na cidade de Hebron, na Cisjordânia. Os colonos cuspiram e atiraram pedras, água, óleo e outros objetos quando os policiais, apoiados por soldados, irromperam pelas portas fortificadas e arrastaram um a um os colonos para fora.

Danny Poleg, porta-voz da polícia israelense, disse que quatro soldados, 14 policiais e 12 colonos ficaram feridos durante o despejo. Um colono e seis policiais precisaram ser internados. As forças de segurança também detiveram 13 colonos, dos quais 11 foram libertados e dois foram mantidos sob custódia.

Os colonos invadiram o antigo mercado palestino com o objetivo de expandir a presença judaica na volátil cidade bíblica de Hebron. "Isso é um crime contra a justiça e contra a história judaica", denunciou Noam Arnon, um porta-voz dos colonos. "Estou certo de que retornaremos. Hebron tem muita história e nós retornaremos.

Hebron, palco rotineiro de tensão entre israelenses e palestinos é uma cidade da Cisjordânia onde 500 colonos judeus vivem em assentamentos fortificados em meio a mais de 170.000 palestinos. Os confrontos são freqüentes.

Israel controla o centro da cidade, o que inclui uma área sagrada para judeus e muçulmanos: o local onde, segundo a tradição, teriam sido sepultados os patriarcas bíblicos Abraão, Isaac e Jacó, assim como três de suas esposas. A ampla presença militar israelense em Hebron muitas vezes resulta em restrições à liberdade de ir e vir dos palestinos, que controlam o restante da cidade.