Quatro trabalhadores italianos foram sequestrados na Líbia no domingo à noite, confirmou nesta segunda-feira o Ministro de Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni.

Gentiloni disse que ainda não sabe quem foi o responsável pelo crime e que a prioridade para o governo de Roma é libertar os cidadãos.

“É difícil dizer algo apenas algumas horas depois do incidente e saber quem foi o responsável”, disse Gentiloni, em um pronunciamento em Bruxelas que foi transmitido ao vivo pela TV.

O ministro disse que a Itália está trabalhando com os serviços de inteligência para conseguir libertar os trabalhadores e que o Ministério está em contato com suas famílias e com o empregador, a empresa de construção italiana Bonatti SpA.

Os trabalhadores foram capturados perto do complexo de petróleo e gás natural estrategicamente importante de Mellitah, na periferia de Zuwarah, no oeste da Líbia, que fornece à Itália até 10% de suas importações de gás. Mellitah Oil & Gas BV é controlada pela National Oil da Líbia e pela empresa de energia italiana Eni SpA.

A empresa Bonatti confirmou o sequestro no domingo perto do complexo Mellitah e que está em contato direto com a unidade especial no Ministério de Relações Exteriores da Itália.

A Itália tem buscado uma solução para estabelecer um governo e criar estabilidade política na Líbia, sua antiga colônia, desde a destituição do coronel Muamar Kadafi, em 2011.

Traficantes de seres humanos usam a Líbia como um ponto de partida para enviar milhares de imigrantes em todo o mar Mediterrâneo em barcos frágeis para a Itália. Há também uma preocupação crescente de que a Líbia envie terroristas islâmicos para realizarem ataques em outros países.

Em fevereiro, a Itália fechou sua embaixada na Líbia e aconselhou todos os cidadãos a deixarem o país. Fonte: Dow Jones Newswires