O presidente do Senado italiano, Pietro Grasso, afirmou que a desaceleração do crescimento na Itália não representa um risco para a agenda de reformas do país e projetou o lançamento bem-sucedido de reformas do mercado de trabalho no final deste mês.

Em uma entrevista concedida no sábado nos bastidores do Fórum European House Ambrosetti em Cernobbio, na Itália, Grasso também elogiou a última rodada de medidas do Banco Central Europeu (BCE) para combater a inflação fraca e colocar a economia de volta nos trilhos. “Na qualidade de presidente do Senado, posso dizer que acredito que até o final do mês aprovaremos a reforma do mercado de trabalho. Além disso, algumas discussões estão ocorrendo dentro das comissões competentes sobre a reforma da administração pública”, apontou. “Então, isso é só para dizer que existe um processo que está ocorrendo, que busca impulsionar a economia por meio desses processos de reforma.”

O presidente do Senado refutou preocupações de que a desaceleração do crescimento possa minar a agenda de reformas da Itália. “É o contrário. Vamos acelerar ainda mais as reformas, e as reformas irão de fato acelerar o crescimento e o desenvolvimento”, afirmou Grasso. “Existe um projeto para o desenvolvimento que irá certamente aumentar o investimento e a inovação e incrementar a riqueza e o emprego.”

Entretanto, ele pediu mais flexibilidade dentro das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento a fim de sustentar os esforços de reforma na Itália e outros Estados da zona euro. “É claro que eu acredito que a austeridade, com referência ao pacto de estabilidade, é a coisa certa, mas gostaria de contar com grande compreensão e flexibilidade por parte dos outros países sobre o custo com o qual temos de arcar para implementar reformas estruturais”, disse Grasso. “Espero que os países fiscalmente mais fortes entendam os problemas dos menos fortes, como a Itália, e que eles confiem em nós, em nossas habilidades para encontrar uma solução para esses problemas.”

A economia da Itália teve contração de 0,2% no segundo trimestre, depois recuar 0,1% de janeiro a março. Fonte: Dow Jones Newswires.