O presidente Néstor Kirchner voltou a minimizar os problemas energéticos da Argentina e reclamou mais investimentos por parte das empresas do setor. Ele também deixou claro que vai continuar estimulando o crescimento do país, em um momento em que a escassez de gás e de eletricidade freia a indústria e limita a oferta de bens básicos. "Quero uma Argentina ao limite", disse, durante discurso na Casa Rosada.

Segundo o presidente, durante a década de 90, o gás argentino era desperdiçado "porque não havia forma de transportá-lo para os centros de consumo. Não fazia falta porque o país tinha se dedicado a ser um país de serviço e não um país com uma indústria forte". No entanto, continuou Kirchner, "agora, graças ao crescimento de 50% nos últimos quatro anos e meio, temos uma necessidade muito forte desse produto e, por isso, necessitamos que as empresas invistam mais, que produzam, transportem e distribuam mais".

As projeções de expansão da Argentina para 2007 baixaram no último mês de 8,% para 7,7% em média, segundo as consultorias privadas. Essa queda se deve justamente aos problemas energéticos.