O governo libanês pediu ajuda externa para impedir que a violência saia de controle em seu território e no Oriente Médio como um todo ao mesmo tempo em que qualificou como "um desafio à comunidade internacional" o ataque com carro-bomba que ontem provocou a morte de seis mantenedores de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) perto da fronteira com Israel.

O pedido de ajuda feito pelo Líbano foi feito depois de uma reunião extraordinária de gabinete realizada hoje em Beirute. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque perpetrado ontem contra os mantenedores de paz da ONU. Seis integrantes do contingente espanhol, inclusive três soldados colombianos, morreram na explosão. Dois soldados ficaram gravemente ferido.

Alguns deputados libaneses chegaram a acusar a Síria de envolvimento no ataque, apesar de Damasco ter denunciado publicamente a ação contra os soldados da ONU.

Mais cedo, o ministro da Defesa da Espanha, José Antonio Alonso, desembarcou no sul do Líbano para buscar os corpos dos militares do contingente espanhol.

Por sua vez, o comando militar da ONU na região reafirmou seu comprometimento com a manutenção da paz na fronteira entre o Líbano e Israel.