O chefe de polícia do sul do Sinai, major-general Mohammed Naguib, informou que duas turistas americanas e o guia egípcio delas foram libertados, em meio a negociações com beduínos tribais, horas após serem sequestrados nesta sexta-feira próximo ao Mosteiro de Santa Catarina, na Península do Sinai. Eles foram raptados após suspeitos interceptaram a minivan em que eles estavam em uma movimentada estrada do país. O incidente foi um novo golpe para a vital indústria do turismo do Egito, atingida fortemente por causa das manifestações no ano passado que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak.

As tensões pela nação aumentaram desde que distúrbios num jogo de futebol do Campeonato Egípcio provocaram, na quarta-feira, a morte de pelo menos 74 pessoas. A tragédia aconteceu na cidade de Port Said, na região nordeste do país, durante a partida entre as equipes do Al Masry e Al Ahly. Os revoltosos acusam a polícia de ficar de lado e permitir o derramamento de sangue em campo.

Também nesta sexta-feira, quatro homens armados e mascarados pararam um veículo com dois italianos que trabalham em uma empresa de alimentos local na cidade de Suez. Os agressores levaram o carro deles, mais de dez mil euros e os laptops das vítimas, informou o diretor da companhia Mohammed Antar. Os suspeitos liberaram os italianos. As informações são da Associated Press.