A calma regressou nesta terça-feira (3) à capital de Guiné-Bissau, um dia depois de o presidente João Bernardo Vieira ter sido assassinado. O comércio funcionava normalmente nesta segunda em Bissau e táxis percorriam as ruas da cidade. Segundo a Constituição do país africano, o presidente do Parlamento, Raimundo Pereira, assumirá interinamente a presidência de Guiné-Bissau. Pereira pretende fazer um pronunciamento à nação hoje na abertura de uma sessão legislativa.

A Constituição de Guiné-Bissau prevê a organização de novas eleições no prazo de dois meses. As Forças Armadas do país atribuíram o assassinato do presidente a um “grupo isolado” de soldados renegados. O Exército rejeita especulações de que o assassinato de Vieira teria sido uma retaliação à morte, no domingo, do comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, general Batiste Tagme na Waie, considerado rival do presidente.