A Exxon Mobil Corp., maior companhia listada em bolsa do mundo, informou que os preços recorde do petróleo ajudaram a elevar seu lucro líquido 17% no primeiro trimestre, mas os resultados ficaram abaixo do esperado por Wall Street.

Como se esperava, as margens das operações de refino pesaram no resultado, uma vez que o grande salto nos preços de produtos refinados, tais como gasolina, embora represente uma ameaça aos consumidores, não acompanhou a rápida alta do petróleo. A queda na produção também pesou sobre o balanço.

A Exxon Mobil, com sede em Irving, Texas, informou que seu lucro nos três primeiros meses do ano subiu para US$ 10,9 bilhões, ou US$ 2,03 por ação, de US$ 9,3 bilhões, ou US$ 1,62 por ação, há um ano. Analistas ouvidos pela Thomson Financial esperavam um lucro levemente superior, de US$ 2,13 por ação.

A receita subiu para US$ 116,8 bilhões, de US$ 87,2 bilhões em igual período do ano passado. Analistas esperavam receita maior, de US$ 124 bilhões.

Por causa do preço recorde do petróleo, alguns analistas especulavam que a Exxon Mobil superaria seu próprio registro de melhor resultado trimestral para um companhia norte-americana. Mas os resultados ficaram abaixo do lucro histórico de US$ 11,7 bilhões que a Exxon Mobil conseguiu no último trimestre de 2007.

A petrolífera informou que os lucros de suas operações de exploração e produção, ou upstream, subiram 45% para US$ 8,8 bilhões, impulsionados pelos preços mais altos do petróleo e gás natural. O aumento na produção de gás natural não foi suficiente para compensar os volumes mais baixos de petróleo. No total, a produção caiu 5,6% em relação a um ano atrás, em parte por causa de declínios nos campos de petróleo e de manutenção.

Do lado do refino e comercialização, o lucro caiu 39% para quase US$ 1,2 bilhão. A companhia informou que as margens de refino significativamente mais baixas no mundo reduziram os ganhos em cerca de US$ 1 bilhão no trimestre. Estas margens refletem a diferença entre o custo do petróleo e o que a companhia obtém com produtos refinados como gasolina.

Os preços do petróleo ficaram em média em quase US$ 100,00 o barril no primeiro trimestre, de US$ 58,00 em igual período do ano passado. Analistas têm atribuído a disparada ao aumento da demanda global, especulação e ao dólar mais fraco, entre outros fatores.

O petróleo subiu ainda mais desde então, atingindo um recorde de US$ 119,93 o barril esta semana. Enquanto isso, os preços da gasolina também atingiram novos recorde, aumentando o estresse financeiro de muitos norte-americanos.

Os preços recorde do petróleo produziram lucros excepcionais para algumas das grandes petroleiras, apesar dos custos mais altos e dos resultados mais baixos no refino. A BP PLC e a Royal Dutch Shell PLC, duas grandes produtoras de petróleo da Europa, anunciaram lucros combinados de US$ 17 bilhões esta semana – US$ 9,08 bilhões da Shell e US$ 7,6 bilhões da BP. O lucro da BP subiu 63% e o da Shell avançou 25% sobre o mesmo período do ano passado. Na semana passada, a ConocoPhillips informou que seu lucro cresceu 16% para US$ 4,14 bilhões. As informações são das agências internacionais.