O furacão Paloma chegou domingo (9) a Cuba. Ainda que com menos força e convertido em tormenta tropical, derrubou redes de eletricidade, inundou áreas costeiras e destruiu centenas de casas em um país que ainda se recupera de duas tormentas devastadoras. Não havia informação sobre mortes. Segundo a imprensa estatal foi danificada uma importante torre de comunicações na costa sul, interrompendo serviços de eletricidade e telefônicos. Uma comunidade costeira foi destruída.

Perto da meia-noite de ontem, o olho do Paloma estava 70 quilômetros ao norte de Camagüey. Antes de chegar a Cuba, tinha ventos de até 145 quilômetros, mas agora os ventos estavam em 45 quilômetros por hora. Santa Cruz do Sul foi uma das áreas mais atingidas.

Javier Ramos, um dos moradores de Santa Cruz do Sul, perdeu sua casa simples de madeira quando o furacão Ike passou. Reconstruiu a morada e, agora, o Paloma destruiu tudo novamente. “Pelo menos estamos vivos”, disse Ramos. “Mas minha esposa ainda não viu isso. Não sei como ela vai reagir, vai ser terrível.”

Em Camagüey, uma província do centro-leste de Cuba, mais de 220 mil pessoas deixaram suas casas. Em um texto publicado no sábado, o ex-presidente Fidel Castro avaliou que a passagem do Paloma poderia afetar os esforços para superar a destruição causada pelos furacões Gustav e Ike.