Pelo menos 118 pessoas foram presas no Cairo, no Egito, nos últimos dois dias em protestos que lembram a morte de 42 manifestantes no ano passado. Nas ações, o escritório da rede de televisão Al Jazeera, do Qatar, foi atacado.
Segundo a agência de notícias oficial Mena, os detidos atacaram órgãos públicos importantes e foram presos nas últimas horas. Nos próximos dias, prevê-se que a Procuradoria Geral interrogue os detidos sobre os motivos e os líderes que podem tê-los levado a cometer esses atos.

No terceiro dia de manifestações, o estúdio da Al Jazeera, em frente à praça Tahrir, foi atacado com coquetéis molotov. Os manifestantes acusam a emissora de apoiar a Irmandade Muçulmana, agremiação do presidente Mohammed Mursi.

Enquanto isso, continuam os enfrentamentos na cidade, com manifestantes, a maioria jovens, jogando pedras e coquetéis molotov contra as forças de segurança, que fizeram barreiras para proteger os prédios do governo.
Os choques começaram na segunda, após uma manifestação convocada para comemorar o primeiro aniversário dos conhecidos como os “eventos de Mohammed Mahmoud”, rua que leva ao Ministério do Interior e onde morreram cerca de 40 pessoas em conflitos entre policiais e manifestantes.