O México enfrenta o maior ciclo de chuvas de que se tem registro na história do país, afirmou ontem o presidente Felipe Calderón. Ele também alertou que a previsão de chuva continua para os próximos meses. Até aqui, centenas de milhares de pessoas foram atingidas pelas águas nos Estados do sul do México.

Calderón visitou o Estado de Tabasco, um dos mais afetados pelas inundações e também um dos mais pobres do país. “O que choveu em julho e agosto é mais de três vezes e meia a média de chuvas para esses meses”, comparou o presidente. Calderón disse que nos últimos anos houve registros extremos, que ocorrem sobretudo pelas mudanças climáticas.

Autoridades mexicanas estimam que cerca de 800 mil pessoas estão ameaçadas pela cheia do rio Grijalva, o segundo mais caudaloso do país. O governo anunciou que realizará dragagens em rios que passam por Villahermosa, capital de Tabasco, para reduzir o risco de inundações. Já há 125 mil pessoas em Tabasco com suas casas inundadas ou isoladas pelas águas.

Em Veracruz, pelo menos duas pessoas morreram arrastadas pelas águas do rio Papaloapán. Há também rodovias estaduais intransitáveis, além de 32 mil casas debaixo d’água e 300 escolas de 28 municípios do sul de Veracruz sem aulas.

Em Guerrero, havia cerca de 300 pessoas em moradias improvisadas, em locais como estádios ou igrejas. Ainda não há dados precisos sobre outros Estados afetados, como Chiapas e Oaxaca.