O ex-governador do Estado do México Enrique Peña Nieto mantém ampla vantagem sobre os adversários nas intenções de voto para as eleições presidenciais no país, de acordo com pesquisa do instituto Consulta Mitofsky divulgada hoje. O candidato do PRI (Partido Revolucionário Institucional) conta com 35,8% das intenções de voto, contra 24% do postulante de esquerda Andrés Manuel López Obrador, que ocupa a segunda posição no levantamento pela terceira vez.

Josefina Vázquez Mota, do governista PAN (Partido da Ação Nacional), está em terceiro, com 20,8%, e em quarto está Gabriel Quadri, do Panal (Partido Nova Aliança), com 1,9%. Outros 17,5% dos eleitores votarão nulo ou estão indecisos sobre a escolha do candidato. A pesquisa foi feita entre 1º e 3 de junho. Foram entrevistados mil eleitores em todo o território mexicano. O levantamento tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

Crescimento

Apesar da vantagem ampla, Peña Nieto perdeu dois pontos percentuais de diferença em relação ao levantamento anterior, por conta do crescimento de López Obrador. O candidato de esquerda é o maior beneficiado com os protestos dos estudantes do movimento “Yo soy 132” (Eu sou 132). O grupo leva este nome em razão do número de estudantes identificados durante um protesto contra Peña Nieto, em 11 de maio, e é contrário à eleição do candidato do PRI. Também acusam os meios de comunicação locais de favorecerem o ex-governador.

Em meio aos protestos, o ex-presidente Vicente Fox (2000-2006), que pertence ao PAN, declarou apoio à Peña Nieto, contrariando as lideranças de seu partido e causando um baque na campanha de Vázquez Mota, que perdeu 5 pontos percentuais nas últimas duas semanas de campanha. No pleito de 1º de julho, o eleitorado mexicano designará um chefe de Estado para um mandato de seis anos, renovará a composição do Parlamento e elegerá as autoridades de seis Estados e do Distrito Federal, entre outros cargos.