O México registrou superávit comercial de US$ 480 milhões em março, com uma receita maior nas exportações nos setores de agricultura e industrial compensando uma queda nas exportações de petróleo e minérios, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi) do país. As exportações aumentaram 2,7% em março ante igual mês de 2014, para US$ 34,14 bilhões.

Excetuando-se o setor de petróleo, as exportações avançaram 8,7% na comparação anual. Apenas nesse setor, porém, houve queda de 44,3%.

A companhia estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) exportou 1,212 milhão de barris ao dia de petróleo, quando em março de 2014 havia exportado 1,133 milhão de barris diariamente. O preço médio do barril, porém, caiu em mais de 50%, para US$ 45,97 o barril. As exportações do setor de mineração recuaram 20%, para US$ 382 milhões, enquanto as exportações no setor agrícola subiram 17,4%, para US$ 1,41 bilhão.

Os embarques ao exterior de produtos manufaturados avançaram em 8,8%, para US$ 30,26 bilhões, liderados pela alta de 13,8% nas exportações de automóveis. As exportações de outros produtos manufaturados, como eletrônicos e alimentos processados, tiveram alta de 6,3%.

As importações aumentaram 4,3% em março na comparação anual, para US$ 33,66 bilhões. As importações de bens de consumo recuaram 0,7%, em grande medida por causa dos preços mais baixos para importar gasolina. As compras de produtos estrangeiros usados em processos de produção aumentaram 4%, enquanto as importações de equipamentos e maquinários, um indicador de investimentos em ativos fixos, tiveram alta mais forte, de 13,2%.

O superávit ficou abaixo da estimativa dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, de US$ 810 milhões. Com o resultado, o déficit comercial mexicano acumulado para o primeiro trimestre diminuiu para US$ 2,21 bilhões.

Em números sazonalmente ajustados, as exportações tiveram alta de 0,2% ante fevereiro deste ano, enquanto as importações tiveram alta de 1,3%, segundo o instituto. Fonte: Dow Jones Newswires.