Todos os Estados do México estão obrigados a reconhecer legalmente as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo realizadas na capital do país, segundo decidiram hoje os membros da Corte Suprema, pelo placar de nove votos a dois.

Na semana passada, a máxima instância da Justiça mexicana declarou por oito votos a favor e dois contra que as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo celebradas na Cidade do México são válidas constitucionalmente. A determinação não implica que cada Estado esteja obrigado a legislar para realizar casamentos gays, mas sim que deve reconhecê-los.

Os magistrados propuseram para quinta-feira a continuação do debate sobre a constitucionalidade da adoção de filhos por casais homossexuais, o que também é possível na capital mexicana.

A Cidade do México é a única do país onde casamentos gays são permitidos. A prefeitura informou na semana passada que 320 uniões foram realizadas desde março, das quais 173 foram de casais de homens e 147 de mulheres.