O conselho militar que governa o Egito indeferiu hoje um relatório que poderia dar o perdão ao líder deposto Hosni Mubarak e sua família, dizendo que não interfere em assuntos judiciais.

“Absolutamente não é verdade o que tem sido noticiado pela mídia, de que o conselho supremo está propenso a perdoar o ex-presidente Mohammed Hosni Mubarak ou sua família”, afirmou o conselho em sua página do Facebook. “O Conselho Supremo e as Forças Armadas não interferem de forma alguma nos procedimentos legais que asseguram a responsabilidade dos símbolos do antigo regime”.

Mubarak está detido desde abril sob suspeita de envolvimento com mortes de manifestantes e corrupção. Ele está preso em um hospital, onde foi tratado de ataque do coração durante um interrogatório. Seus dois filhos, Alaa e Gamal estão detidos em uma prisão do Cairo, enquanto sua esposa, Suzanne, depois de abandonar seus bens, foi solta pagando fiança e também enfrenta investigações de corrupção.

Um jornal egípcio, citando fontes militares, disse que Mubarak estava preparando uma carta de desculpas e dizendo que se desfaria de bens, esperando assim assegurar sua anistia. O presidente, de 83 anos, foi derrubado em fevereiro, depois de mais de duas semanas de protestos em massa. Dezenas de milhares de manifestantes exigem seu julgamento desde então. As informações são da Dow Jones.