Cento e cinqüenta e três pessoas morreram no acidente ocorrido nesta quarta-feira com um avião bimotor MD-82 da companhia aérea Spainair, no aeroporto madrilenho de Barajas. Foi o pior desastre aéreo na Espanha em mais de 20 anos A aeronave com 172 pessoas, segundo a empresa Spainair, que seguiria para as Ilhas Canárias, saiu da pista quando tentava decolar, bateu e se incendiou.

Um policial relatou que os corpos estavam tão quentes que era quase impossível tocá-los. Ele informou ainda ao jornal El País que a destruição foi tanta que era difícil reconhecer a aeronave. “Eu nunca havia visto algo assim na minha vida”, disse o motorista de ambulância Luis Ferreras ao diário. O primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero interrompeu suas férias no sul do país e foi para Madri, seguindo direto para o aeroporto.

O avião JK5022 seguiria para Las Palmas, nas Ilhas Canárias, durante o auge da temporada de verão européia. Porém, a aeronave arremeteu para a direita, bateu e desfez-se em vários pedaços. Segundo testemunhas, o motor esquerdo da aeronave se incendiou e o fogo tomou conta da cabine quando o avião estava prestes a decolar.

O porta-voz da Spanair, Sergio Allard, disse em entrevista coletiva que a causa do acidente ainda não está clara. A empresa se recusou a fornecer as nacionalidades das vítimas, alegando que precisava primeiro notificar os familiares, e também não quis confirmar o número de mortos. O vôo era compartilhado com a companhia aérea alemã Lufthansa.

Histórico

Trata-se do mais grave acidente aéreo ocorrido na Espanha nos últimos 23 anos. Em fevereiro de 1985, 148 pessoas morreram na queda de um avião em Bilbao. Antes do acidente de hoje, 42 pessoas haviam perdido a vida em acidentes aéreos no país no decorrer da última década. O pior desastre aéreo da história da Espanha ocorreu em 27 de março de 1977, quando a colisão de dois aviões em Tenerife resultou na morte de 583 pessoas.