O papa Bento XVI expressou seu desejo de que a moratória da pena de morte aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) possa estimular "o debate público sobre o caráter sagrado da vida", durante encontro realizado hoje com os embaixadores da Santa Sé. "Não posso deixar de deplorar mais uma vez os ataques contínuos, perpetrados em todo o continente, contra a vida humana", declarou Bento XVI, dizendo-se aflito com os "ataques preocupantes à integridade da família, fundada sobre o matrimônio entre homem e mulher".

"Os responsáveis pela política de todas as partes deveriam defender essa instituição, célula base da sociedade", acrescentou.

"A Santa Sé não se cansará de reafirmar esses princípios e esses direitos fundados sobre aquilo que é permanente e essencial à pessoa humana", declarou o Papa.

Bento XVI afirmou que o direito "pode ser uma força de paz eficaz somente se os seus fundamentos forem solidamente ancorados no direito natural, dado pelo Criador". "Alegro-me que em 18 de dezembro passado a Assembléia Geral das Nações Unidas tenha adotado uma resolução convocando os Estados a instituir uma moratória sobre a aplicação da pena de morte e faço votos para que tal iniciativa estimule o debate público sobre o caráter sagrado da vida humana", disse o Papa.

O Pontífice também lamentou o fato de a liberdade religiosa ser "freqüentemente comprometida".

"A Santa Sé defende e pede o respeito por todos e preocupa-se com a discriminação contra os cristãos e contra os seguidores de outras religiões", concluiu.