O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, anunciou nesta terça-feira (7) que subiu para 207 o número de pessoas mortas no forte terremoto que atingiu na segunda-feira a região central do país. Quinze pessoas continuam desaparecidas, segundo o chefe de governo italiano. Equipes de resgate continuam o trabalho de busca aos desaparecidos.

Um terremoto de 6,3 na escala Richter atingiu ontem 26 cidades e vilarejos de Abruzzo, região montanhosa dos Apeninos, no centro da Itália. O pior tremor registrado na Itália nas últimas três décadas deixou ainda 1,5 mil feridos e até 70 mil desabrigados. A maioria está instalada em campos de refugiados, com alimentação racionada e sem água corrente ou energia elétrica.

O epicentro foi na região de Áquila, cidade de 60 mil habitantes fundada no século 13. De acordo com testemunhas, uma série de abalos de pequena intensidade vinham ocorrendo desde fevereiro. Dezenas de prédios – muitos de valor histórico – foram ao chão. Fissuras abriram-se nas paredes dos edifícios que se mantiveram em pé e um número ainda desconhecido de construções está condenado.

Nas ruas da cidade, crateras abriram-se e tragaram automóveis e prédios inteiros. Um dos principais hospitais de Áquila foi afetado pelo terremoto e não pôde prestar atendimento, agravando ainda mais a situação dos feridos. Ainda de madrugada, os moradores correram para as ruas com medo de novos tremores, enfrentando a escuridão e o frio, muitos descalços e sem agasalhos.