O ministro de Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse hoje que o líder líbio, Muamar Kadafi, pode estar ferido e também que ele pode ter fugido da capital, Trípoli, mas provavelmente ainda está no país do norte da África. Ele alegou que o arcebispo de Trípoli, Giovanni Martinelli, foi quem repassou as informações sobre o ditador.

Frattini disse que a “pressão internacional provavelmente provocou a decisão de Kadafi de buscar refúgio em um local seguro”. Esse comentário foi feito durante uma entrevista ao jornal Corriere della Sera, divulgada no site do jornal em vídeo.

Frattini disse acreditar em uma fuga de Trípoli, mas não da Líbia. “A Líbia é um grande país, com áreas desertas”, notou.

Martinelli tem criticado a campanha de bombardeios aéreos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra as forças do regime. Na segunda-feira, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitirá mandados de prisão contra três autoridades líbias, e Kadafi deve estar na lista.

O complexo onde vive Kadafi tem sido alvo frequente de ataques aéreos da Otan, incluindo um em 30 de abril quando ele estaria no local, mas teria escapado sem ferimentos. Para rechaçar as especulações de que teria sido morto, Kadafi apareceu na televisão estatal nesta semana em um encontro com líderes tribais, aparentemente em um hotel em Trípoli, na quarta-feira. Frattini afirmou ter “muitas dúvidas de que a gravação havia sido feita naquele dia, e especialmente em Trípoli”. As informações são da Associated Press.