Milhares de trabalhadores uruguaios começaram hoje uma greve de 24 horas contra a política econômica do presidente José Mujica. A greve foi convocada pela Confederação dos Trabalhadores e Funcionários do Estado (Cofe, na sigla em espanhol), e outros sindicatos.

Cerca de 2,8 mil funcionários da Universidade da República aderiram à paralisação, incluídos professores. Os funcionários da universidade querem um aumento de 30%, enquanto o governo ofereceu 8,6%. Trabalhadores dos transportes coletivos de Montevidéu aderiram à greve e pararam os serviços na noite de ontem.

A greve de hoje ocorre em meio a uma disputa política interna entre moderados e radicais na cúpula central sindical de esquerda Plenário Intersindical de Trabalhadores – Convenção Nacional dos Trabalhadores (PIT-CNT), que convocou a greve geral de 24 horas. Os dirigentes moderados, ligados ao governo Mujica, pediram aos seus colegas sindicalizados que ficassem em casa e por isso as ruas de Montevidéu estavam vazias na manhã de hoje.

Enquanto isso, a federação dos funcionários públicos prepara protestos, incluído o bloqueio de uma rodovia no departamento (Estado) de Salto, 500 quilômetros ao noroeste de Montevidéu. O governo uruguaio advertiu que não permitirá bloqueios em rodovias.