A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, vai participar hoje de conversas regionais, enquanto pede o reconhecimento ao novo governo de Honduras e promete ajuda na luta contra o tráfico de drogas.

Encerrando uma visita a seis países da América Latina, a chefe da diplomacia dos Estados Unidos se reunirá com o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, bem como irá realizar amplas conversas com ele e líderes de El Salvador, da República Dominicana, de Belize e do Panamá. Um representante da Nicarágua também deve participar do encontro, mas sua presença não foi confirmada.

Quando esteve na vizinha Costa Rica, ontem, Hillary pediu aos ministros latino-americanos que reconhecessem o presidente de Honduras, Porfirio Lobo, que chegou ao poder em eleições patrocinadas por líderes do golpe de Estado que, em junho, depôs o presidente Manuel Zelaya. Ela deve repetir a mensagem aos vizinhos de Honduras na América Central, região onde apenas a Costa Rica e o Panamá reconheceram o governo de Lobo.

Em San José, na Costa Rica, Hillary também anunciou que o governo do presidente Barack Obama vai retomar o envio de mais de US$ 30 milhões de ajuda a Honduras, recursos que haviam sido suspensos depois do golpe, numa tentativa de recolocar Zelaya na presidência. Os esforços para apoiar Zelaya fracassaram e, no final, os Estados Unidos reconheceram que as eleições realizadas em novembro foram vencidas por Lobo.

Tentando persuadir os demais países a reconhecer Lobo, Hillary disse que seu governo está tomando as medidas corretas para restaurar a democracia. “Nós achamos que Honduras tomou medidas importantes e necessárias que merecem reconhecimento e a normalização das relações”, disse ela. “Outros países na região dizem que querem esperar, por enquanto. Eu não sei o que eles estão esperando”, afirmou.

Também no topo da agenda está a luta contra o tráfico de drogas e a alarmante onda de crimes que ele provoca. A Guatemala se tornou um importante centro de distribuição para a cocaína sul-americana e outras drogas direcionadas aos Estados Unidos por meio de cartéis mexicanos. As informações são da Dow Jones.