Uma maré de lama tóxica que se derramou de um depósito em uma fábrica metalúrgica inundou três aldeias e alcançou hoje o rio Danúbio. As autoridades de emergência, porém, disseram que não havia danos evidentes no segundo maior rio da Europa.

A União Europeia (UE) e autoridades ambientais temem que uma catástrofe ambiental afete seis nações, caso a maré vermelha – formada por resíduos da fabricação de alumina – contamine o Danúbio, rio de 2.850 quilômetros de extensão. Duas mulheres, um jovem e uma criança de três anos morreram por causa da inundação de lama tóxica.

O depósito se rompeu na segunda-feira e lançou a lama tóxica em riachos próximos, que deságuam em canais conectados ao Danúbio. Os riachos ficaram com a cor vermelha em Kolontar, povoado mais próximo da fábrica, enquanto os moradores reclamavam que não podiam mais pescar. Kolontar fica 70 quilômetros ao sul do Danúbio.

A maré vermelha chegou nas primeiras horas de hoje à ramificação oeste do Danúbio, informou o porta-voz da entidade de defesa civil da Hungria, Tibor Dobson, falando à agência estatal de notícias MTI.

Dobson não citou a possível quantidade de metais tóxicos no vazamento, mas disse que o pH da substância se reduziu a tal ponto que são improváveis mais danos ao meio ambiente. Segundo o funcionário, o pH, em 13 inicialmente, estava agora em menos de 10. Ele disse que não havia peixes mortos na corrente que entrava no Danúbio.

A junta diretora da Administração Nacional de Desastres afirmou em comunicado que o pH estava em 9,3 e caindo de maneira constante. Os níveis normais do pH da água na superfície da água oscilam entre 6,5 e 8,5.