Líderes chineses saudaram o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Pequim nesta quarta-feira. A China quer aumentar sua influência no processo de paz no Oriente Médio, onde tem pouca influência.

O primeiro-ministro chinês Li Keqiang recebeu Netanyahu no Grande Salão do Povo e não mencionou diretamente o encontro que teve dois dias antes com o presidente palestino Mahmoud Abbas, que lidera os esforços para o reconhecimento da Palestina.

“Estou pronto para trocar opiniões com você hoje sobre como fortalecer nossa relação bilateral, como melhorá-la e também em questões regionais como a questão da Palestina e o processo no Oriente Médio”, disse Li a Netanyahu, antes dos dois se sentarem para conversar sobre o processo de paz e outras questões regionais.

As visitas quase simultâneas à China de Abbas e Netanyahu mostram o desejo chinês de assumir um papel mais importante no Oriente Médio, região que Pequim vê como importante fonte de energia.

Na semana passada, o Ministério de Relações Exteriores da China disse que gostaria de promover uma reunião entre Abbas, mas como a visita de Netanyahu tem objetivos principalmente comerciais, o encontro não aconteceu. Netanyahu passou a maior parte da viagem trabalhando para expandir o comércio entre Israel e China, atualmente em US$ 8 bilhões anuais, e encorajando investimentos chineses na indústria israelense.

Após a reunião, Li and Netanyahu assinaram cinco acordos nos setores aeroespacial, de pesquisa agrícola, ciência e tecnologia e ensino da língua chinesa. Não foram divulgados detalhes dos acordos.

Pequim adotou uma postura fortemente pró-Palestina em meados da década de 1950 e reconheceu o Estado de Israel somente em 1988, quatro anos antes de estabelecer relações diplomáticas com Israel.

Embora as relações entre Jerusalém e Pequim tenham se expandido rapidamente nos últimos 15 anos – a China é atualmente um importante comprador de tecnologia israelense nos setores agrícola, de engenharia e militar – o país mantém suas simpatias em relação aos palestinos.

Após o ataque israelense contra um complexo militar sírio no último final de semana, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hua Chunying, não chegou a criticar Israel nominalmente, mas deixou poucas dúvidas sobre a opinião de Pequim sobre o episódio. “Nós nos opomos ao uso da força e acreditamos que a soberania de qualquer país deve ser respeitada”, afirmou. As informações são da Associated Press.