Acuado por leis estaduais e municipais que estão surgindo nos Estados Unidos e pelas eleições legislativas de novembro, o presidente norte-americano, Barack Obama, acionou a máquina para a aprovação de uma nova lei de imigração. Ontem, em um discurso sobre o tema na Universidade Americana, em Washington, Obama incitou seus opositores republicanos a juntar-se aos democratas para a conclusão de uma proposta de lei bipartidária.

“Estou pronto para seguir adiante. A maioria dos democratas também está pronta, assim como eu acredito que a maioria dos americanos esteja. Mas o fato é que, sem o apoio dos dois partidos, como tivemos há alguns anos, não conseguiremos resolver esse problema”, afirmou o presidente. “Uma reforma que traga responsabilidade a nosso sistema de imigração não pode passar sem os votos republicanos. Essa é uma realidade política e matemática.”

Segundo Marc Rosenblum, analista sênior do Instituto de Políticas de Migração, Obama precisa de 60 a 80 votos de deputados republicanos para ver uma nova legislação aprovada. A perspectiva de uma aliança entre os dois partidos ainda neste ano é tão remota quanto a de aprovação dessa nova lei.

“Muitos republicanos não querem uma reforma tão ampla como a sugerida pelo presidente Obama. Além disso, eles sabem que, se a reforma for aprovada, os democratas assumirão o crédito”, disse o analista. Com o sucesso da aprovação das reformas dos planos de saúde e do setor financeiro neste ano, Obama voltou-se para esse tema politicamente delicado e tratado sem prioridade por seu governo até o momento.