O Instituto Internacional de Imprensa (IPI, em inglês) informou hoje que 119 jornalistas morreram desde janeiro em todo o mundo no exercício de seu trabalho. Este é o número mais alto desde 1997, quando começou o levantamento.

Segundo a entidade, a Síria tem o maior número de mortes, com 36. O país árabe passa por confrontos entre rebeldes e tropas do ditador Bashar Assad e não autoriza a entrada oficial dos profissionais da imprensa internacional.

Mesmo assim, a repórter americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Rémi Ochilik conseguiram entrar no país e foram mortos em uma ofensiva em Homs, em 22 de fevereiro. Eles era m correspondentes do jornal britânico “Sunday Times”.

O segundo lugar é da Somália, que também enfrenta um conflito interno, com 16. O Oriente Médio é a região com maior número de mortes, com 43 mortos, seguido pela África, com 27.Na América Latina, o líder é o México, com sete das 22 registradas no subcontinente.

O Brasil está em segundo, com quatro jornalistas mortos. O número não conta o assassinato de Eduardo Ribeiro de Carvalho, diretor de um site de notícias em Campo Grande (MS), morto na quarta.

Além de Carvalho, foram mortos no país o radialista goiano Valério Luiz de Oliveira, em 6 de julho, o maranhense Décio Sá, em 12 de junho, o paranaense Divino Aparecido Carvalho, em 24 de março, e Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, morto em Ponta Porã (MS) em 13 de fevereiro.

A estatística é divulgada no chamado Dia Internacional pelo Fim da Impunidade, que também é a data em que se lembra o massacre de Ampatuan, nas Filipinas, em 2009.
Na ação, 57 pessoas foram sequestradas e mortas em um evento político, 32 delas funcionários de meios de comunicação.