O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que o governo vem mantendo uma “relação confortável” com a indústria petrolífera há tempo demais. Obama ordenou uma revisão dos procedimentos e regulamentações dos EUA para a exploração de petróleo. Ele também se disse frustrado com a incapacidade de se interromper o vazamento de milhões de litros de óleo no Golfo do México, que atinge águas da costa norte-americana. Ele criticou as companhias British Petroleum (BP), Transocean e Halliburton, por ficarem trocando acusações entre si.

“Eu não tolerarei mais troca de acusações ou irresponsabilidade”, afirmou Obama, na Casa Branca. Ele se referia a audiências realizadas mais cedo nesta semana no Congresso, quando executivos das três companhias testemunharam e tentaram atribuir a culpa aos outros.

Apesar do forte esforço envolvendo milhares de pessoas em nível local, estadual e federal, além de centenas de embarcações militares, o vazamento de óleo não foi contido, e a causa da explosão da plataforma que gerou o problema ainda é desconhecida. Obama disse estar frustrado com a resposta à crise e acrescentou que o governo está utilizando “todos os recursos disponíveis” para mitigar os impactos do grande vazamento de óleo. Ele garantiu que o governo não descansará até que o vazamento seja contido.

Obama acrescentou que o governo está aprendendo lições com o desastre, exemplificando com a decisão de dissolver a principal agência encarregada de regular a exploração de petróleo nos EUA, em meio a temores sobre possíveis conflitos de interesse. A agência, chamada Serviço de Gerenciamento de Minerais, é acusada de, ao mesmo tempo em que deveria regular a exploração do petróleo, obter bilhões de dólares em royalties desse setor. As informações são da Dow Jones.