O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou nesta quarta-feira para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para felicitá-lo por aceitar o cessar-fogo na Faixa de Gaza proposto pelo Egito e anunciado agora pouco.

“O presidente elogiou o primeiro-ministro (de Israel) por aceitar a proposta egípcia de cessar-fogo e reiterou que Israel mantém o direito de defender-se”, indicou Obama em comunicado da Casa Branca.

O número de palestinos mortos em Gaza pela ofensiva israelense “Pilar Defensivo”, iniciada há uma semana, aumentou hoje para 147, sendo que mais da metade são civis, e o de feridos supera os 1,1 mil, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde na Faixa, Ashraf al Qedra.

Segundo a nota da Casa Branca, Obama, que no domingo passado disse que os EUA “apoiam totalmente o direito de Israel de defender-se dos mísseis” disparados pelas milícias palestinas de Gaza, recomendou a Netanyahu aceitar o cessar-fogo e reiterou seu “compromisso em favor da segurança de Israel”.

“Não se pode esperar que nenhum país tolere os ataques com foguetes contra civis”, acrescentou o presidente americano.

Por último, ressaltou que os EUA “aproveitarão esta oportunidade oferecida pelo cessar-fogo para intensificar os esforços para ajudar Israel a encarar suas necessidades de segurança, especialmente no tema do contrabando de explosivos e armas para Gaza”.

Netanyahu anunciou hoje que, por recomendação de Obama, aceitou o cessar-fogo em Gaza.

“O primeiro-ministro falou com o presidente Barack Obama e aceitou sua recomendação de dar uma oportunidade à proposta egípcia de cessar-fogo”, informou um comunicado do escritório de Netanyahu.

A cessação das hostilidades começará às 21h locais (17h de Brasília) após Netanyahu aceitar “dar uma chance de estabilizar a situação antes que seja necessário empregar uma força maior”, acrescentou o comunicado.