Os diferentes grupos da oposição egípcia não islamita se manifestam nesta sexta-feira para rejeitar as últimas decisões do presidente, Mohammed Mursi, que na quinta-feira ordenou a blindagem de seus poderes executivos e legislativos na Justiça.

Pouco depois de a Presidência egípcia anunciar o decreto, movimentos revolucionários e partidos políticos como a legenda nacionalista Al Wafd, o Partido Social-Democrata e o Movimento Juvenil 6 Abril chamaram à mobilização.

O protesto, denominado “Sexta-feira da ira e da advertência”, vai acontecer na praça Tahrir do Cairo, palco esta semana de confrontos entre a Polícia e manifestantes que ainda continuam.

Os convocantes pedem a anulação da ata constitucional anunciada pelo presidente, a dissolução da Assembleia Constituinte e do Governo, além da aprovação de uma lei de justiça transitória.

Junto à convocação dos opositores, o Clube dos Juízes, a maior e mais poderosa associação da magistratura no Egito, ameaçou parar seu trabalho nos tribunais como represália à declaração constitucional promulgada por Mursi.

Enquanto isso, o Movimento juvenil 6 Abril, germe da revolução que acabou com o mandato de Hosni Mubarak, qualificou a ordem de Mursi de blindar suas decisões e as da Assembleia Constituinte como “o início de um novo período de ditadura” e pediu sua anulação.

Em paralelo ao protesto desta sexta, vários grupos islamitas liderados pela Irmandade Muçulmana convocaram uma contramanifestação na frente do Palácio Presidencial para apoiar as resoluções de Mursi.