Nove soldados da coalizão liderada pelos Estados Unidos morreram hoje na queda de um helicóptero no sul do Afeganistão. O incidente elevou para 529 o número de soldados estrangeiros mortos neste ano no país, segundo contagem realizada pelo site icasualties.org, superando as 521 mortes registradas em todo o ano de 2009 e fazendo de 2010 o mais mortífero da guerra.

A queda do helicóptero foi considerada aparentemente um acidente e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou que, em princípio, não havia sinais de fogo inimigo. O Taleban, porém, reivindicou a autoria do ataque, que está sob investigação. O helicóptero caiu no distrito de Daychopan, na província de Zabul.

No total, 2.097 militares morreram desde a invasão de 2001, que depôs o governo do Taleban e deu início a uma brutal insurgência que já matou milhares de afegãos. Os Estados Unidos e a Otan aumentaram em quase 150 mil o número de tropas que lutam contra a insurgência, que se espalhou por todo o país.

Atualmente, o Taleban está presente em quase todas as 34 províncias do país. A influência do grupo é mais forte nas províncias do sul e do leste, que fazem fronteira com o Paquistão, onde acredita-se que a liderança do Taleban esteja refugiada e de onde ataques contra alvos no território afegão são planejados e financiados.

O presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou um reforço extra de 30 mil soldados em dezembro para a guerra afegã, como parte de uma renovação na estratégia, com foco maior no sul do país. O secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates, disse na semana passada que a estratégia de Washington parece estar funcionando e que ele estava cautelosamente otimista diante de sinais de progresso.

Obama estabeleceu um prazo para meados de 2011 para que as forças dos EUA comecem a retirada, dando um senso de urgência a tarefas como o treinamento de forças afegãs, para que estas assumam a responsabilidade da segurança do país.