Vários países do mundo se comprometeram hoje a ajudar o Paquistão, que sofre há três semanas uma crise provocada por grandes inundações. Os Estados Unidos, a Alemanha e a Arábia Saudita anunciaram mais ajuda, enquanto o Japão informou que enviará helicópteros para facilitar a distribuição de alimentos, água e medicamentos. As enchentes afetam 20 milhões de pessoas e um quinto do território paquistanês.

O Banco Asiático de Desenvolvimento afirmou que realocará US$ 2 bilhões em empréstimos concedidos para a reconstrução no país. “Temos que voltar a colocar todos os caminhos e todas as pontes como devem estar”, afirmou o diretor-geral do banco para o centro e o oeste da Ásia, Juan Miranda.

Com a situação, ficaram debilitados os esforços do governo, que também enfrenta a violência da Al-Qaeda e do Taleban. Após se reunir com militares, o senador dos Estados Unidos, John Kerry, disse hoje, na Base Aérea de Ghazi, instalação militar no noroeste do Paquistão, que Washington não quer que os extremistas saiam fortalecidos do desastre.

Os EUA disponibilizaram 18 helicópteros militares para apoiar as zonas mais afetadas, além de entregarem uma nova cota de ajuda ao país, de US$ 90 milhões. Kerry disse que a ajuda norte-americana pode aumentar para US$ 150 milhões. É possível que a cifra seja anunciada na quinta-feira, durante uma reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.

Porém, vários grupos de ajuda e a ONU denunciaram que os doadores internacionais não estão sendo rápidos o suficiente, diante da magnitude do problema. As Nações Unidas estimaram hoje que 4,6 milhões de pessoas tenham ficado desabrigadas pelas chuvas. O número foi divulgado por um porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês).

Também hoje, os militares paquistaneses afirmaram que as instalações nucleares e militares do país não estão ameaçadas pelas enchentes. A estimativa dos meteorologistas é que as chuvas de monção percam força nos próximos dias, após deixarem quase 1.500 mortos no pior desastre natural do país, com três semanas de chuvas torrenciais. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.