Autoridades israelenses detiveram pela segunda vez um homem palestino após ele ter recebido alta em um hospital de Israel, depois de passar dois meses em greve de fome, em protesto contra sua detenção.

Mohammed Allan, de 31 anos, havia sido acusado de envolvimento com o grupo jihadista palestino Jihad Islâmica, que realizou dezenas de ataques a civis e soldados israelenses. Allan nega o envolvimento com os extremistas.

O advogado de Allan, Jamil Khatib, alega que a nova detenção é ilegal, uma vez que não incluem uma revisão do caso. Ele afirmou que vai recorrer à Suprema Corte de Israel.

Allan encerrou uma greve de fome de 66 dias no mês passado após a Suprema Corte de Israel suspender sua detenção para receber tratamento médico. Ele havia sido internado em decorrência da piora do seu estado de saúde.

A decisão da corte de libertar o palestino não especificou o que aconteceria caso ele apresentasse melhora em suas condições de saúde, dizendo apenas que ele poderia pedir sua liberdade se sua saúde melhorasse. Khabit afirmou que solicitou às autoridades a revisão do caso de Allan antes da segunda detenção. As autoridades israelenses não comentaram o caso. Fonte: Associated Press.