Milhares de palestinos da Cisjordânia fizeram manifestações a favor do Hamas hoje. Em Naplus, ao norte da região, cerca de 3.000 pessoas protestaram, cantando “Qassam, atinja Tel Aviv!”, em referência às Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do movimento islamita. Uma bandeira de Israel foi queimada.

A Cisjordânia é governada pela Autoridade Palestina, expulsa pelo Hamas da Faixa de Gaza em 2007. Em Jenin, cerca de 800 pessoas marcharam em favor do “fim da agressão israelense” e pela unidade palestina, com bandeiras palestinas e do Hamas.

O Hamas tem disparado foguetes em direção a Israel desde o início da chamada operação Pilar Defensivo do Exército israelense. Três deles caíram nas proximidades da capital, Tel Aviv, que não era atacada desde 1991. Sirenes de avisos de ataque também soaram em Jerusalém.

A operação de Israel matou, na última quarta, o chefe militar do Hamas, Ahmed Jabari. Em Jerusalém Oriental, a polícia israelense dispersou, nesta sexta, uma manifestação de cerca de 200 palestinos que se concentraram para protestar contra a nova ofensiva do exército de Israel em Gaza.

Centenas de agentes da polícia israelense enfrentaram os manifestantes junto ao Portão de Damasco, pouco depois da reza comunitária que os muçulmanos praticam todas sextas-feiras.

Egito

Manifestações em protesto aos ataques israelenses também foram registrados em outros países da região, como a Tunísia e o Egito. Centenas de pessoas fizeram um ato na praça Tahrir, no Cairo. Alexandria, a segunda maior cidade egípcia, também registrou eventos semelhantes.

Ao menos 20 palestinos morreram desde a intensificação dos conflitos -o diretor de um hospital em Gaza, porém, contabiliza 24 mortes. Do lado israelense, houve três vítimas fatais até o momento.

Segundo Israel, a operação Pilar Defensivo é uma resposta a ataques do Hamas, afirmando que mira unicamente alvos da organização. O país acusa o Hamas de ter civis israelenses como alvo e usar civis palestinos como escudos humanos.